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06 novembro, 2016

À Procura de Dory | Filmes

Esta semana assisti ao filme "À Procura de Dory", que surgiu este ano como uma continuação do grande sucesso da Disney Pixar "À Procura de Nemo". Estava com vontade de ver o filme desde o momento em que soube que iria estrear. Tinha ficado com uma boa impressão do primeiro filme, que vi vezes e vezes sem conta, e achei interessante a ideia da Disney Pixar retomar a sequela de Nemo. Mal consigo acreditar que já se passaram 13 anos desde o lançamento do primeiro filme! Mas é curioso como a história inicial permanece recente na minha memória. Por isso estava com muitas expectativas para este filme que, apesar de ser de animação, é um dos meus géneros preferidos, independentemente da idade que tenha. "À procura de Dory" é um filme com cerca de 1h30m de duração e ao qual dou nota positiva. Não se pode dizer que seja um filme apenas para os mais pequenos, pelo contrário, penso que se adapta a qualquer idade. Considero um filme divertido, educativo, e emocional ao mesmo tempo. Resumindo: a nossa Dory, que sofre de perda de memória a curto prazo, vive tranquilamente com os amigos Marlin e Nemo, até que começa a lembrar-se, aos poucos, da sua família. Inquieta e aventureira como sempre foi, decide ir procurar os pais e arrasta os amigos para mais uma aventura que envolve buscas, novas amizades, e memórias do passado. Na nova sequela do filme grande parte da acção tem lugar num centro de recuperação para animais marinhos.


Escusado será dizer que Dory se vai perder de Marlin e Nemo e vai ter de enfrentar muitos desafios até conseguir encontrar a família, que se encontra na Jóia da Baía do Morro. Pelo meio, surgem novos personagens muito carismáticos e com os quais se cria facilmente afinidade, como é o caso do polvo Hank, que se revela um leal amigo, e da baleia Destiny com quem Dory volta a encontrar-se após tantos anos (finalmente está desvendado o mistério de Dory saber falar baleiês!). "À Procura de Dory" é um filme sobre a força da amizade e o poder de acreditar no nosso instinto. Existem pedaços do passado que nos chegam através de flashbacks e tenho de frisar a ideia do amor e da paciência maternos, que são personificados no filme através dos pais de Dory. É um seguimento muito inteligente e bem estruturado do filme de Nemo e é a oportunidade perfeita para nos apaixonarmos ainda mais pela divertida cirurgiã-paleta. Um filme que arranca emoções, que estimula a nostalgia, e que nos faz sorrir!

Nota: vi o filme em inglês, apenas com legendas em português, e é engraçado identificar em cada fala de Dory a voz da grande apresentadora Ellen DeGeneres. Mas, devo dizer que em "À Procura de Nemo"(2003) assisti à versão portuguesa e dou nota 10 ao desempenho de Rita Blanco como "Dory". Uma dobragem excecional da atriz!

Dados do filme:
Título: À Procura de Dory
Título Original: Finding Dory
Ano: 2016
Diretor: Andrew Stanton, Angus MacLane
Disney

06 abril, 2016

Quando os programas de TV são doentios

Tive de mudar de canal. Há limites. Abordem temas interessantes, culturais, de iniciativas, de casos de sucesso, de novos artistas, de feitos inspiradores, de conquistas, de viagens, de humor. É disso que precisamos. As pessoas não querem ouvir falar de doenças. Eu, pelo menos, não gosto. Faz-me mal. É doentio. Tem uma carga muito pesada. Deixa-me incomodada, preocupada, assustada. Os programas de entretenimento deviam fazer isso mesmo: entreter, distrair, aliviar as tensões do dia-a-dia, e não produzir o efeito contrário nos telespectadores. Qual é a pessoa que depois de um dia de trabalho cansativo se sente bem ao chegar a casa e ser bombardeado com testemunhos de pessoas que sofrem de doenças graves? Atenção, não estou a falar de um caso. Num único programa, e pelo que fui ouvindo enquanto fazia outras tarefas, contabilizei três casos, três doenças diferentes, isto no espaço de duas horas. Depois disso tive de desligar, apesar da televisão só estar a servir como barulho de fundo. Mas, convenhamos, até assim me senti desconfortável.

Gettyimages
Sou a favor da população estar informada sobre estes assuntos, e é claro que os media têm o dever de prestar serviço público, mas vamos dosear isto um pouco! Concordo, e sou espectadora, das acções de sensibilização e alerta para as mais variadas doenças. É importante consciencializar as pessoas através de campanhas de prevenção, mostrar-lhes quais os principais sintomas a ter em conta e quais as novas terapêuticas. Excelente. Isso é informar. O resto é esmiuçar o tema, é mexer com o dedo na ferida, é explorar a dor das pessoas, é propagar um contágio de ideias negativas.

Ao invés disso, falem de saúde, de alimentos que curam, da prática de exercício físico, ou então de música, de bons livros, de peças de teatro, de amizade e de amor. Afinal, é isso que faz as pessoas felizes e cultas. Estes programas são mais direccionados para a população idosa, eu estava a ver por mero acaso. Felizmente tenho vários canais ao meu dispor, cada um com a sua temática, mas as pessoas mais velhas provavelmente não têm. Estão restringidas aos quatro canais generalistas, o que significa que vão estar a ouvir falar disto praticamente todos os dias e a focar a sua atenção em doenças. 
E não, não sou insensível perante os problemas dos outros, quando digo isto estou a pensar também nas pessoas que já sofrem de alguma patologia e que, com certeza, se querem abstrair disso.

Resumindo e concluindo: que haja informação, mas que não afundem as pessoas na desgraça. Os programas de televisão devem funcionar como um escape à vida, que por vezes pesa e dói, eu sei. Por isso, há que torná-la mais leve.

11 março, 2016

The Revenant e o Óscar de DiCaprio

Consegui, finalmente, ver o filme que valeu o Óscar de Melhor Actor a Leonardo DiCaprio. Ele também dirá o mesmo: «finalmente».
Antes de começar a desbobinar a minha opinião, puramente amadora, acerca do filme, tenho de escrever umas palavras acerca deste Óscar "tardio". O inatingível óscar de DiCaprio era já imagem de marca na internet e motivo de piadas em sites humorísticos. A verdade é que, após cinco nomeações, o actor foi distinguido com o almejado prémio! Vejamos: foram necessárias brilhantes interpretações e cerca de 25 anos de carreira até DiCaprio ser reconhecido pela academia dos Óscares como Melhor Actor. 
Usando-o como cobaia, isto faz-me pensar na determinação e perseverança que devemos ter na vida. O sucesso não é um resultado imediato. É natural falhar, mesmo quando se dá o melhor que há em nós. Muitas vezes queremos tudo para ontem, temos pressa, mas há todo um trajecto a percorrer. Às vezes tão sinuoso como o de Hugh Glass, neste filme. Em jeito de reflexão, o Óscar de Leonardo DiCaprio simboliza todos aqueles que ainda não atingiram os seus objectivos, mas que continuam a lutar pelo reconhecimento do seu trabalho.

Está feito o discurso, vamos agora ao que interessa: Acção!

Filme - The Revenant
(Pode conter spoilers)

www.imdb.com
Inspirado em factos reais, o filme baseia-se numa história de sobrevivência e vingança. Leonardo DiCaprio interpreta Hugh Glass, um lendário caçador do século XIX, que durante uma expedição pelas margens do rio Missouri é atacado por um urso e fica gravemente ferido.
O ataque provoca-lhe fracturas, impossibilitando-o de caminhar e, como é atingido pelo urso na zona do pescoço, só consegue emitir sons imperceptíveis. Numa época em que os ataques indígenas eram frequentes, transportar o inválido Hugh Glass atrasa o andamento da equipa e o mesmo acaba por ser abandonado pelos companheiros de caça. O explorador fica apenas entregue a dois companheiros que, assumindo a sua morte como certa, estão encarregues de lhe proporcionar um funeral digno. Contudo, o seu parceiro John Fitzgerald começa a comportar-se de forma desleal, chegando a enterrá-lo vivo e a levar os seus pertences. Mas a maior traição é outra: John Fitzgerald rouba-lhe o que tem de mais valioso. A vingança paira no olhar de Hugh Glass, que fica sozinho, ferido, e à mercê de um inverno rigoroso. É a partir deste ponto que começa a sua verdadeira luta pela sobrevivência. A personagem é dotada de uma força anímica brutal, que resiste às mais variadas intempéries, e que, simultaneamente, dá provas de grande inteligência e perícia perante as adversidades.

E o que dizer da interpretação de Leonardo DiCaprio? Intensa, profunda, real. Desde a caracterização física, que lhe conferiu maior robustez, à maneira como se move e se expressa. Conseguiu transmitir-me ferocidade, angústia, resiliência, compaixão. Mostra destreza nas cenas de acção e só o facto de mal conseguir falar, é um feito. O peso das palavras é substituído pelo das expressões. É muito mais difícil comunicar assim. E DiCaprio consegue manter a história viva só através da linguagem corporal. Uma das cenas que mais me marcou foi quando assiste a uma atrocidade dirigida ao filho. É possível ver dor e raiva no seu olhar, toda a expressão facial se altera e quase encarna um louco, apesar de não se mover um milímetro devido aos ferimentos. O ranger de dentes, a respiração. A própria luta com o urso e, no final, com Fitzgerald, revelam uma excelente capacidade interpretativa.


Houve outra cena que captou a minha atenção. Ao aperceber-se que uma tempestade vem a caminho, Hugh Glass abriga-se dentro de um cavalo, que antes abriu e esventrou. Uma cena que considero realística e que é prova do instinto de sobrevivência humano. De resto, fiquei maravilhada com os cenários naturais do filme: as árvores, as montanhas, a neve e os rios, a própria luz que incidia na acção. É marcante o contraste do sangue derramado com o branco imaculado da neve. Não foi por acaso que Emmanuel Lubezki venceu o Óscar de Melhor Fotografia com este filme. A meu ver, "The Revenant" só peca pela duração, que é de 2 horas e meia. Se retirassem meia-hora, pelo menos, acho que o essencial da história se mantinha. Também achei que as tribos indígenas deveriam ter sido mais exploradas durante o filme, mas pelo que tenho lido já percebi que "The Revenant" é muito centrado na figura principal (Hugh Glass), tanto que as informações acerca dos próprios companheiros também são escassas.
Na minha opinião, o filme explora o carácter humano em diversos níveis. Começando pela descoberta de territórios e pelo instinto da caça, passando pela dor da perda e desgosto da traição, e culminando na solidão, na vingança, na capacidade humana de resistir a situações tão inóspitas.


"The Revenant" foi dirigido por Alejandro Gonzaléz Iñárritu, que venceu o Óscar de Melhor Director. As gravações decorreram no Canadá, EUA e, numa fase final, na Argentina. A jornada de Hugh Glass foi, igualmente, distinguida com o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático. 

03 março, 2016

Deadpool: O anti-herói desfigurado

Procuram um filme que conjugue acção, comédia e romance? Vejam "Deadpool".

Sou sincera, quando cheguei ao cinema do CascaiShopping a minha ideia era ver o badalado "The Revenant", que valeu o Óscar de melhor actor a Leonardo DiCaprio, ou até um filme mais descontraído. Acontece que fui pressionada para ver "Deadpool" e, como era o único que ia passar às 21 horas, lá cedi. A expectativa não era muita, a minha preferência cinematográfica não costuma passar por filmes de acção nem sou fã dos super-heróis da Marvel. Mas já que tinha a oportunidade de usufruir de uma noite de cinema, (sem pipocas, infelizmente), aceitei a sugestão, com alguma relutância, e posso dizer que não me arrependo. (Apesar de ter fechado os olhos para não ver as cenas mais violentas)


O filme conta, através de avanços e recuos temporais, a história de Wade Wilson - um ex-militar e atual mercenário, que virá a tornar-se Deadpool. Em bom português, Wade é uma espécie de "capanga" que, para defender uns, ataca outros fatalmente. Boa parte das cenas passam-se num bar, onde trabalha o seu melhor amigo, e onde o ambiente é de confusão, mas também de companheirismo. Acontece que o valentão Wade Wilson se apaixona por uma stripper, Vanessa Carlysle, e iniciam uma relação cheia de humor e cumplicidade. A química entre os dois é tão forte que ele decide pedi-la em casamento. A resposta é: sim! Acontece que nesse mesmo dia Wade sente-se mal e é-lhe diagnosticado um cancro nos pulmões em fase avançada. 


 

Nessa altura, a noiva tenta encontrar soluções para o salvar, mas quem apresenta uma nova forma de cura é um recrutador do Arma-X, apelidado de "Agente Smith". A proposta é tentadora: Wade só precisa de se submeter a um tratamento experimental que lhe regenerá todas as células e que lhe dará poderes sobrenaturais. 
Desesperado, Wade aceita e dá por si num laboratório administrado por Ajax (ou Francis, como Wade faz questão de lhe chamar), um membro do Arma-X, que o sujeita a variadas formas de tortura até conseguir provocar-lhe uma mutação. O próprio Ajax já tinha passado pela mesma experiência e tinha ficado imune à dor, simplesmente não sentia nada. Mas cada pessoa reage de forma diferente ao tratamento e Wade torna-se imortal, ficando automaticamente curado. A questão é que, para além disso, fica desfigurado. Revoltado com a situação, vira-se contra Ajax, que supostamente é o único capaz de lhe devolver o aspecto anterior.

A partir daqui inicia-se uma jornada de perseguição a Ajax. Wade Wilson não tem coragem de contar a verdade à noiva, que pensa que está morto, e envergonha-se da nova aparência. Por isso, veste literalmente uma máscara e intitula-se de "Deadpool", um homem com sede de vingança, disposto a tudo para recuperar a vida que tinha junto de Vanessa.


Um filme que, pelo seu argumento, tinha potencial para ser tenso, consegue intercalar de forma perspicaz o humor e a acção, o sarcasmo e o amor.
Às vezes é bom fugir do habitual, quebrar os nossos próprios padrões. Aconselho que façam o mesmo, de vez em quando. Pode ser que, no meio de uma sala de cinema às escuras, também dêem por vocês a rir, como eu. 

O actor Ryan Reynolds dá vida a Deadpool, personagem baseada nas publicações da Marvel Comics.
O filme foi dirigido por Tim Miller e estreou em Portugal a 11 de fevereiro de 2016.

16 fevereiro, 2016

Grammy Awards: prémios, imprevistos e homenagens

A 58º edição da cerimónia dos Grammy Awards teve lugar ontem, em Los Angeles, e marcaram presença grandes nomes da música como Taylor Swift, Lady Gaga e Adele. Os nomeados para as diversas categorias reuniam a atenção do público em geral, mas os olhares estavam igualmente centrados nas atuações dessa noite. E foram as performances, ou a falha delas, que marcaram a cerimónia.

Os holofotes estiveram em Taylor Swift, que abriu a noite com a interpretação de "Out of the Woods". Ao que parece, a estrela pop esqueceu-se de uma frase da música, um pormenor que passou despercebido à maioria e que não a impediu de brilhar. Afinal de contas, estamos a falar da vencedora do Melhor Álbum do Ano, com "1989", de Melhor Vídeo Musical, com "Bad blood", e de Melhor Álbum Vocal Pop.


No entanto, os rumores começaram após o discurso de agradecimento da cantora, que deixou uma mensagem subliminar a Kanye West, que a mencionou de forma ofensiva na música "Famous", pertencente ao último álbum do rapper.

E como não falar de um dos grandes vencedores dos Grammy's, Kendrick Lamar? Apesar de não acompanhar o percurso nem o repertório musical do rapper norte-americano, tenho de dizer que foi um dos mais premiados. 



Arrecadou o prémio de Melhor Álbum de Rap com "To Pimp Up a Butterfly", de Melhor Canção e Atuação de Rap, com "Alright", e venceu mais dois gramofones por colaboração em "These Walls" e pelo vídeoclip "Bad Blood" em parceria com Taylor Swift. A performance do cantor foi uma das mais comentadas: o rapper surge acorrentado, num cenário prisional, que evolui para um cenário tribal em chamas, repleto de danças africanas.

Apesar de não estar nomeada para nenhuma catergoria, Lady Gaga foi a eleita para homenagear o falecido astro David Bowie. A cantora fez um medley com as músicas "Space Oddity", "Changes" e "Ziggy Stardust", e recorreu à tecnologia Intel para criar efeitos visuais que conferiram grande dinamismo à atuação.

                                                                                                                                                                                        www.metronews.fr

                                                                                                                                                                                       www.foxnews.com
A performance foi marcada pela cor, pela intensidade e versatilidade de Gaga, que mais uma vez encarnou a "personagem", vestiu o figurino e prestou um tributo à altura de Bowie. 




Já da interpretação de Adele não se pode dizer o mesmo, uma vez que enfrentou problemas técnicos enquanto cantava o tema "All I ask".
A cantora justificou-se, mais tarde, com um  problema ao nível dos microfones do piano, que deu a sensação de tudo estar desafinado. Os imprevistos também estão presentes em cerimónias desta envergadura e, como disse a própria Adele, "acontece".





Quanto a Justin Bieber, venceu pela primeira vez o mais prestigiado prémio da indústria musical graças a "Where Are U Now", premiada como Melhor Gravação Dance/Música Eletrónica. O jovem talento cantou também o tema "Love Yourself" em acústico, juntando-se depois a Diplo e Skrilex, numa explosão de ritmos. Acredito que o álbum "Purpose", de Justin Bieber, estaria nomeado para os Grammy Awards se tivesse sido lançado antes de outubro, data até qual se consideraram os lançamentos/produtos musicais de 2015.
Tem de ser dito: o novo álbum do cantor é maravilhoso e tem surpreendido os críticos. 

www.billboard.com

Quem também mereceu destaque na 58º cerimónia dos Grammy Awards foi Ed Sheeran. O cantor britânico foi distinguido com a premiação de Música do Ano e de Melhor Performance a Solo com o tema "Thinking Out Loud". Já Bruno Mars ganhou na categoria de Melhor Gravação do Ano, com "Uptown Funk" e o grammy para Artista Revelação de 2015 foi para Meghan Trainor.

Um dos grandes imprevistos foi a ausência de Rihanna no Staple Center. A cantora dos Barbados, que já havia ensaiado duas vezes no local da cerimónia, foi recomendada a não atuar devido a uma forte bronquite. Rihanna iria cantar "Kiss is Better", tema do seu recente álbum "ANTI".

04 fevereiro, 2016

Filme: «O Estagiário»

Há umas semanas vi este filme e fiquei deliciada com a história e com as personagens que lhe dão vida. Trata-se de um filme leve, com um humor descontraído e um roteiro cativante na medida certa.
«O Estagiário» é um filme dirigido por Nancy Meyers e junta o grande Robert de Niro e a sempre encantadora Anne Hathaway.

O filme chegou aos cinemas a 1 de Outubro de 2015, mas só agora tive oportunidade de assistir. Antes de mais: tenho de confessar que sou um pouco esquisita com filmes. É uma característica minha. Nem todos os géneros me agradam. Mas esta comédia correspondeu às minhas expectativas. 


Robert de Niro interpreta Ben Whittaker, um homem de 70 anos, viúvo e reformado - mas ainda cheio de potencial - cuja rotina passa por praticar yoga, ler o jornal e ir aos funerais dos amigos. Mas Ben sente-se capaz de enfrentar novos desafios e recusa-se a ser mais um sénior aposentado. Assim, quando sabe que estão a recrutar estagiários com mais de 65 anos para uma recente start-up de moda online, não hesita em se aventurar.

 «Ouvi dizer uma vez que os músicos não se reformam. Param quando não têm mais música dentro deles. Bem, eu ainda tenho música dentro de mim. Tenho a certeza absoluta disso.» 

Esta fantástica analogia faz parte do discurso que Ben gravou para se candidatar e é uma das cenas iniciais do filme.
Como seria de esperar, Ben é aceite na empresa liderada por Jules Ostin (Anne Hathaway), uma mulher obstinada pelo trabalho e que, a princípio, não aceita da melhor maneira a chegada de novos estagiários. Demasiado ocupada, Jules começa por quase ignorar o seu estagiário assistente, mas com o desenrolar da acção, vai-se apercebendo das qualidades de Ben e do quanto ele pode ser útil à empresa.
Desta forma, Ben Whittaker passa de um mero estagiário sénior ao braço direito da CEO. Está sempre presente, antecipa soluções e apoia Jules profissional e emocionalmente, surgindo uma bonita amizade entre os dois.


É um filme que vem reforçar a importância dos seniores serem activos. Por quê deixar adormecer a sabedoria de uma vida só porque se está mais velho? Como o próprio slogan diz: a experiência não tem idade. E isso está evidente ao longo de toda a cena. Vê-se um Ben competente, profissional e cheio de boa disposição. Realmente, é importante estimular a mente e o corpo, estar activo e sentir-se útil. E isto vale tanto para seniores como para qualquer faixa etária. É bom ter uma ocupação, fazer o que nos dá vida, enquanto estamos vivos. O filme aborda, também, o confronto de gerações e os desafios que uma mulher pode enfrentar no mundo dos negócios. 
É indicado para uma tarde de sábado em que vos apeteça descontrair.
E lembrem-se: eu sou esquisita e gostei.
Logo, é bom! (que bonito raciocínio - risos)

Caso já tenham assistido ao filme escrevam-me a vossa opinião.