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26 março, 2016

Posso maquilhar-me em paz?

Muito se tem falado de maquilhagem. Enquanto surgem movimentos na internet que mostram famosas sem ela ("Sou linda sem #makeup") vejo a notícia de uma mulher a maquilhar-se antes de dar à luz, na maternidade. Este é um assunto um pouco polémico e acho importante que não se criem mais preconceitos em volta dele.

Na minha opinião, usar maquilhagem é uma questão de escolha. A mulher tem livre arbítrio para decidir se anda de cara lavada ou se prefere pintar os olhos e usar batom. Nos dois casos a mulher deve ser respeitada. Sim, porque neste tema as opiniões são muito divergentes. Ora se diz que a primeira é desleixada como se diz que a outra só é bonita porque tem a cara cheia de base. É difícil ficar bem nesta fotografia, já repararam?

Eu admiro as mulheres que não usam maquilhagem, mas eu não sou capaz de abdicar desse ritual. Maquilhar-me já faz parte da minha rotina diária desde a época em que estudava no secundário. Comecei, timidamente, pelo blush e máscara de pestanas, depois aderi à base, e com o avançar dos anos o meu interesse pelas técnicas e produtos de maquilhagem foi crescendo. Até hoje. Sigo vários canais de beleza no YouTube e assisto a tutoriais que nos ensinam a fazer o contorno do rosto com pó bronzeador e a disfarçar as imperfeições. A maquilhagem, usada na medida certa, realça a nossa beleza natural, e acho errado associá-la a futilidade.


É importante referir que há mulheres que se maquilham porque gostam, porque se preocupam mais com a imagem, e outras que o fazem porque precisam. Sofrem de acne, têm manchas, cicatrizes, ou olheiras mais escuras. Nestes casos é de louvar a vasta gama de produtos que o mercado oferece. No geral acho que a maquilhagem é uma ferramenta útil e que está a nosso favor. Só se deve ter cuidado para não exagerar. Há uma maquilhagem adequada a cada ocasião. E, apesar dos prós, a mulher não deve tornar-se refém da maquilhagem a ponto de não ir à padaria sem estar pintada. Até porque, vamos admitir, às vezes é cansativo.

20 fevereiro, 2016

As temíveis idas ao centro comercial

Estou mudada. Nem me reconheço. Mas isto está mesmo a acontecer comigo?! A simples ideia de pôr os pés num centro comercial agonia-me. Está a crescer em mim uma relação de amor-ódio. Não é que eu não goste de fazer compras, pelo contrário, sou daquelas pessoas que mesmo não precisando de nada encontro sempre algo que passa a fazer parte da minha wishlist. Até porque sou um bocadinho vaidosa e perco-me, especialmente, nas lojas de cosméticos e maquilhagem. 
Então, estarão vocês a perguntar, o que é que me incomoda nestas superfícies comerciais?

Aqui fica a lista. 




1 - Andar sem parar
Já andei mais de duas horas num shopping. Atenção: de saltos altos. Este pormenor tem o poder de duplicar a sensação temporal e o cansaço na mesma proporção. Sim, podia ir de ténis. Mas se calhar sou mais do que só um bocadinho vaidosa.

2 - Dores de cabeça
Talvez ninguém estivesse à espera desta. A verdade é que sempre que fico muito tempo num centro comercial de um lado para o outro, a entrar e a sair de lojas, começo a ficar um pouco tonta e com dor de cabeça.

3 - Preguiça de experimentar roupa
É verdade. Principalmente nos meses frios. Uma pessoa vai toda agasalhada, parece uma cebola com tantas camadas de roupa... e depois tem de despir tudo nos provadores para ver se aquele é o tamanho certo e se a cor lhe fica bem. Hum,hoje não. 

4 - Pouco dinheiro para tanto bom gosto
Sempre que pego num casaco, numa mala, em seja o que for, assusto-me com o preço. (Ainda não mencionei que sou forreta). Mas às vezes o valor deixa-me de boca aberta, principalmente quando acho que aquela peça não tem uma qualidade assim tão boa. Nos outros casos, convenço-me que tenho pontaria para o que é bom (e caro). Hum, hoje também não.


5 - Comprei, mas não gostei
Já aconteceu a alguém? Aposto que sim. Há quem vá aos saldos e perca a cabeça. E depois fica-se em casa com uma data de coisas sem utilidade e que, afinal, nem nos ficam assim tão bem como na loja. É a chamada compra por impulso. Resultado: tempo e dinheiro perdido! 

6 - Sufocada dentro das lojas
Se for ao fim de semana então é para esquecer. Principalmente numa loja cujo nome começa por P e acaba em K. Sei que já adivinharam e estão a concordar comigo neste momento. Aquilo chega a ser um caos! Mal consigo passar pelos corredores com tanta gente, as roupas estão todas misturadas e caídas no chão, e quase sempre perco de vista as pessoas com quem fui. O que é certo é que mesmo assim, lá vou. Às vezes o sufoco compensa.



7 - Não há o meu número
É frustrante. Encontrei o vestido perfeito para ir a um casamento, mas não há o meu tamanho. Ou, se há, o fecho está estragado. Ou eu queria em rosa e só há em branco. E não quero que me confundam com a noiva!

8 - Ser tentada a comer fast food
Isto é algo que mexe comigo. Quero ter uma alimentação mais saudável e até faço muito por isso. Mas quando me imagino num centro comercial e sei que vou ter de comer lá... oops. Não sou ora assim tão indiferente ao chamamento de hambúrgueres e pizzas quanto gostaria. E, apesar de muitas vezes optar por refeições mais equilibradas, há shoppings mais pequenos que ainda não dispõem de um leque tão alargado na restauração.


9 - As viagens de carro
Sim, quando quero ir a um shopping tenho de fazer, pelo menos, uma hora de viagem. Vivo numa cidade, capital de distrito (adoro salientar este aspecto), mas por aqui só há hipermercados e algumas lojas do comércio tradicional. Shopping ou Fórum, como lhe queiram chamar, só fazendo a viagem de carro, o que também se torna cansativo.

10 - Não aproveitar bem o tempo
Como tenho que me deslocar perco tempo nas viagens, a somar ao tempo que passo no shopping... muitas vezes tenho de andar à pressa, o que me causa um pouco de stress. Por isso, e uma vez que não tenho um centro comercial ao virar da rua, acho que é preferível aproveitar o tempo para ler, ver um bom filme ou descansar. Sim, devo ir a caminho dos trinta. (risos)



13 fevereiro, 2016

Sugestões para o Dia dos Namorados - The Best Of

E assim que chega fevereiro, chega o dia de São Valentim. O dia mais romântico do ano. Bem, mal seria se o auge do nosso romantismo ficasse restrito apenas a um único dia do ano! Mas o que é certo é que esta é uma data carregada de simbolismo e que nos transporta para um outro estado de espírito. Há magia no ar (e muito frio), as ruas vão encher-se de passeios de mãos-dadas, as manifestações de amor são ainda mais públicas, os restaurantes lucram imenso, e, agora a sério, é um dia para valorizar quem está do nosso lado e mostrar o quanto significa.

Nesta época, as superfícies comerciais apresentam uma vasta gama de sugestões de presentes para este dia (mas mesmo assim eu continuo com dificuldade em encontrar o presente certo): flores e chocolates, o eterno cliché, tudo o que tenha corações e seja vermelho é válido! Há canecas com corações, bolos em forma de coração, morangos, livros (uns mais românticos, outros mais ousados, se sabem o que quero dizer), ursos de pelúcia, roupa interior, molduras para se colocar fotografias do casal... estas são as prendas mais temáticas. Depois há as outras que fogem a este boom comercial e que constituem um leque mais alargado, dependendo dos gostos particulares de cada casal.

Mas, e como os presentes não são tudo, elaborei uma lista com as minhas sugestões para o Dia dos Namorados, em diversas áreas. De um filme para assistirem juntos até à maquilhagem ideal.


Sugestões para o Dia dos Namorados


Cinema:
O casamento do meu melhor amigo

 

Este filme é uma excelente aposta para se ver no dia dos namorados, que este ano até calha num domingo. É uma comédia romântica protagonizada por Julia Roberts, que descobre estar apaixonada pelo melhor amigo no dia em que este anuncia que vai casar. Apesar de ser um filme de 97, acho que tem uma história e uma boa disposição intemporais. 


Música: The One - Kodaline




Livro: O Grande Amor da Minha Vida




Para mim, este livro é um clássico. Representa uma história de amor arrebatadora que se inicia com o estalar da Segunda Guerra Mundial. É um livro riquíssimo em contexto histórico e apresenta uma soberba novela amorosa, em que os protagonistas passam por diversas provações e enfrentam os horrores da guerra.


Presentes:
Ela & Ele


                    Jóias Pandora                                                                  Perfume 1 Million

Estas são duas ideias, mas há muitas mais, tal como disse no início. Se quiserem algo mais em conta e que seja a vossa cara optem por fazer uma prenda personalizada. Marcar um jantar surpresa, deixar bilhetes com frases românticas, oferecer um ramo de rosas ou uma caixa de chocolates também são óptimas opções. Como já disse, o importante é celebrar o amor, é estar junto.


Makeup:

 Maquilhagem feita pela Bruna Tavares (Pausa para Feminices)
inspirada na cantora Rihanna




Look Inspiração:

                                     Olivia Palermo                                                              Camila Coelho


Local: Quinta da RegaleiraSintra

Se ainda não visitaram este local, aconselho-vos vivamente a passarem por lá. Estive lá no âmbito de uma visita de estudo e só posso dizer que fiquei encantada pelo espaço. É místico e transborda natureza e arquitectura. Está localizado no centro histórico de Sintra, perto do palácio de Seteais. São quatro hectares cheios de recantos. Pode perder-se pelo Palácio, pelas escadarias e grutas, pelos jardins verdejantes e cheios de vida. Há lagos, varandas, túneis e flores. Um cenário quase idílico que evoca o romance, bem perto de nós.

fotografia: portugalbytaxi.com

Curiosidades: A Origem do dia de São Valentim
Pelo que li, tudo começou na Idade Média. quando o bispo Valentim decidiu casar, às escondidas do Imperador Cláudio II, os casais de apaixonados. É que o Imperador considerava que os solteiros eram melhores lutadores (será que já nessa altura as mulheres atrapalhavam?) e, por isso, proibiu que se casassem. Mas Valentim, tido como justiceiro, e também ele um apaixonado, levou as cerimónias adiante. Acontece que os seus planos foram descobertos e foi condenado à morte. Reza a lenda que, antes de morrer, o bispo escreveu uma carta dirigida à sua amada onde assinou «Seu Valentim, Seu Namorado». 
E, assim, a 14 de fevereiro, data da sua morte, começou a celebrar-se o Dia de São Valentim, conhecido como o padroeiro do amor.