08 março, 2016

Mulher

Ser Mulher é ser forte e ser frágilé ter medo e vencê-lo com a coragemé sentir tudo, de todas as maneiras. É ser luz, é ter fé no amanhã, é pensar em tudo o que está ao seu redor. Ser Mulher é rir a chorar e chorar a rir. É beleza, mistério, paixão. Garra. É ter segurança e amor-próprio, é ser conselheira. É amar de uma maneira diferente, tolerar, desculpar, sacrificar-se. Ser Mulher é ultrapassar frustrações, reerguer-se e afirmar-se. É ser exploradora do melhor que há em si. Ser Mulher é ser paciente e impulsiva. É ter a capacidade de liderar a si mesma. É ser merecedora de respeito e atenção, é ser obra-prima de Deus. Mulher é o berço da vida. É determinação, aventura, riso e receio. É esperança, delicadeza, é vontade de mudar o mundo. Mulher é cega quando ama, verdadeira quando mente, sincera quando esconde. Mulher é comunicação, é razão, raciocínio contínuo, emoção. É ser feminina e complicada. É ser deslumbrante. Mulher é ser independente, mesmo quando tantos dependem de si.

Estas são algumas características intrínsecas à Mulher. Mas para quê tantas definições?
Afinal, Mulher é quem se sente como tal!

Foram muitas as mulheres que tiveram um marco importante na História, e até podia ter escrito acerca delas, mas preferi algo mais pessoal. Afinal de contas, basta olhar para o lado, no tempo presente, para ver quantas mulheres maravilhosas fazem parte dos nossos dias.
As Mulheres da minha vida são particulares, cada uma com a sua personalidade. Ora forte e carinhosa, ora frágil, mas batalhadora. Uma, dedicada de corpo e alma a tudo o que faz, para além dos próprios limites. Outra, confiante, guerreira, luminosa. Espero um dia conseguir transmitir a alguém tanta energia como elas me transmitem. Admiro-as de diversas formas, inspiram-me e contribuem para a minha própria construção como Mulher.

Que sejamos felizes, que sejamos amadas, que sejamos autênticas.
Que sejamos justas, competentes, afectuosas, lutadoras.
Que o amor e a intuição, que tanto nos caracteriza, seja o nosso guia.
Que as emoções prevaleçam e que o nosso modo de comunicar abra portas a novas mentalidades.

Valorizem-se. Valorizem as Mulheres da vossa vida.
Feliz dia da Mulher!

06 março, 2016

Palácio da Pena, o ponto alto de Sintra

Esta semana estive em Sintra, local que tem o poder de nos transportar para um ambiente histórico/romântico. Sempre que visito Sintra e caminho por entre as ruelas estreitas e inclinadas lembro-me do clássico de Eça de Queirós (Os Maias), principalmente quando passo pelo Lawrence's e pela Piriquita, com as suas famosas queijadas. Não é de admirar que Sintra seja o cenário eleito para protagonizar tantas obras, é rico em monumentos históricos e possui uma beleza natural de cortar a respiração. Custa a acreditar que esta vila idílica fique a escassos 24 km de Lisboa. São duas realidades contrastantes. E a verdade é que Sintra é um lugar que me transmite paz e serenidade. Reúne elementos naturais, como a serra e os parques verdejantes, e as obras portentosas que o ser humano consegue projectar e construir. 

Fiz questão de visitar pela primeira vez o Palácio da Pena, e aproveitei a estadia para voltar à Quinta da Regaleira. Como tenho uma grande tendência para me alongar nestes assuntos, resolvi descrever neste post a minha visita ao Palácio da Pena. Mais tarde relatarei o meu percurso à Quinta. 

Assim sendo, que comece a visita!

www.parquesdesintra.pt
Do centro da vila avista-se o Palácio, situado no topo da serra de Sintra, recortando a paisagem com as suas torres e abóbadas. Mas o que a vista alcança facilmente não se traduz numa proximidade assim tão óbvia. Por isso, há todo um caminho íngreme e cheio de curvas, serra acima, até se chegar ao Palácio. Eu desloquei-me de carro, que é o meio mais adequado, dado a distância e o tipo de trajecto. Pelo que percebi há sempre táxis disponíveis e autocarros turísticos, mas mesmo assim há pessoas aventureiras (ou com pouca noção da distância) que se atreviam a iniciar uma caminhada até ao Palácio, o que não aconselho. Até hoje penso o que terão decidido: desistiram e voltaram para trás? Continuaram em frente ou conseguiram a boleia que estavam a pedir?

O preço do bilhete ronda os 15 euros na época alta, que se inicia em março e vai até outubro. Há a possibilidade de fazer visitas guiadas e de ir de autocarro até à entrada do monumento, com custos acrescidos. Eu resolvi ir a pé. A caminhada entre a bilheteira e a entrada do Palácio demora cerca de dez minutos e é inclinada. Mas a pessoa tem oportunidade de passar pelos jardins, constituídos por variadas espécies de plantas e árvores, o que confere um misticismo ainda maior ao local.
                               
fotografia: Paula Cabaço
Quando finalmente se chega, a sensação é de alívio e de deslumbramento. As cores, a grandiosidade, a arquitectura, é o que cria mais impacto ao visitante. Havia um grande aglomerado de turistas, muitos deles chineses e italianos, que exploravam cada recanto avidamente, assim como eu. Haja máquinas fotográficas e telemóveis em punho, prontos a captar o "Tritão", as muralhas, ou o quarto do rei. Atenção, só é permitido tirar fotografias sem flash! E preparem-se para o vento! É uma constante, dada a localização e a altitude.

fotografia: Paula Cabaço
Há a oportunidade de conhecer o interior do Palácio. Desde o salão Nobre, passando pela sala dos Veados, pela cozinha, e terminando nos aposentos do Rei. É incrível observar o luxo e requinte adequado à época e pensar que a nobreza ali habitava. Dei comigo a imaginar como seria a vida dentro do Palácio, como se relacionavam, como seriam as festas, os passeios a cavalo, a leitura e a escrita, a própria rotina dos criados, e a personalidade dos reis.

www.liveportugal.pt
O Palácio da Pena está inserido na Paisagem Cultural de Sintra, considerada Património Mundial pela UNESCO (1995) e foi distinguido como uma das Sete Maravilhas de Portugal (2007).
Por incrível que pareça, o Palácio começou por ser uma capela em honra de Nossa Senhora da Pena, e depois um convento de monges. 
Em 1838, D. Fernando II adquiriu o convento, que se encontrava devoluto devido à extinção das ordens religiosas e iniciou o processo de restauração, juntamente com o arquitecto Barão de Eschwege. Mais tarde, o Palácio foi adquirido pelo Estado Português e convertido em museu, aquando da Proclamação da República Portuguesa (1910).

Assim, no topo da serra de Sintra, por entre os rochedos, surge um Palácio de arquitectura romântica, que mistura diversos estilos, e que todos os anos atrai milhares de visitantes.

03 março, 2016

Deadpool: O anti-herói desfigurado

Procuram um filme que conjugue acção, comédia e romance? Vejam "Deadpool".

Sou sincera, quando cheguei ao cinema do CascaiShopping a minha ideia era ver o badalado "The Revenant", que valeu o Óscar de melhor actor a Leonardo DiCaprio, ou até um filme mais descontraído. Acontece que fui pressionada para ver "Deadpool" e, como era o único que ia passar às 21 horas, lá cedi. A expectativa não era muita, a minha preferência cinematográfica não costuma passar por filmes de acção nem sou fã dos super-heróis da Marvel. Mas já que tinha a oportunidade de usufruir de uma noite de cinema, (sem pipocas, infelizmente), aceitei a sugestão, com alguma relutância, e posso dizer que não me arrependo. (Apesar de ter fechado os olhos para não ver as cenas mais violentas)


O filme conta, através de avanços e recuos temporais, a história de Wade Wilson - um ex-militar e atual mercenário, que virá a tornar-se Deadpool. Em bom português, Wade é uma espécie de "capanga" que, para defender uns, ataca outros fatalmente. Boa parte das cenas passam-se num bar, onde trabalha o seu melhor amigo, e onde o ambiente é de confusão, mas também de companheirismo. Acontece que o valentão Wade Wilson se apaixona por uma stripper, Vanessa Carlysle, e iniciam uma relação cheia de humor e cumplicidade. A química entre os dois é tão forte que ele decide pedi-la em casamento. A resposta é: sim! Acontece que nesse mesmo dia Wade sente-se mal e é-lhe diagnosticado um cancro nos pulmões em fase avançada. 


 

Nessa altura, a noiva tenta encontrar soluções para o salvar, mas quem apresenta uma nova forma de cura é um recrutador do Arma-X, apelidado de "Agente Smith". A proposta é tentadora: Wade só precisa de se submeter a um tratamento experimental que lhe regenerá todas as células e que lhe dará poderes sobrenaturais. 
Desesperado, Wade aceita e dá por si num laboratório administrado por Ajax (ou Francis, como Wade faz questão de lhe chamar), um membro do Arma-X, que o sujeita a variadas formas de tortura até conseguir provocar-lhe uma mutação. O próprio Ajax já tinha passado pela mesma experiência e tinha ficado imune à dor, simplesmente não sentia nada. Mas cada pessoa reage de forma diferente ao tratamento e Wade torna-se imortal, ficando automaticamente curado. A questão é que, para além disso, fica desfigurado. Revoltado com a situação, vira-se contra Ajax, que supostamente é o único capaz de lhe devolver o aspecto anterior.

A partir daqui inicia-se uma jornada de perseguição a Ajax. Wade Wilson não tem coragem de contar a verdade à noiva, que pensa que está morto, e envergonha-se da nova aparência. Por isso, veste literalmente uma máscara e intitula-se de "Deadpool", um homem com sede de vingança, disposto a tudo para recuperar a vida que tinha junto de Vanessa.


Um filme que, pelo seu argumento, tinha potencial para ser tenso, consegue intercalar de forma perspicaz o humor e a acção, o sarcasmo e o amor.
Às vezes é bom fugir do habitual, quebrar os nossos próprios padrões. Aconselho que façam o mesmo, de vez em quando. Pode ser que, no meio de uma sala de cinema às escuras, também dêem por vocês a rir, como eu. 

O actor Ryan Reynolds dá vida a Deadpool, personagem baseada nas publicações da Marvel Comics.
O filme foi dirigido por Tim Miller e estreou em Portugal a 11 de fevereiro de 2016.